Lisboa e outros cinco distritos sob aviso laranja de chuva
Lisboa está sob aviso laranja de chuva até às 06:00 de hoje, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), e a autarquia da capital determinou o encerramento dos túneis do Campo Grande por precaução.
Em comunicado, a autarquia liderada por Carlos Moedas sublinhou que perante a previsão de mau tempo para os próximos dias, mantém-se "o risco de inundações e de queda de árvores", tendo determinado também o encerramento dos parques e jardins da cidade.
Évora, Setúbal, Santarém, Beja e Portalegre também estão sob aviso laranja de chuva do IPMA durante o mesmo período.
De acordo com o comunicado mais recente do instituto, Lisboa, Évora, Setúbal, Santarém e Beja passam depois a aviso amarelo, onde também estão os distritos de Bragança, Viseu, Porto, Guarda, Faro, Vila Real, Viana do Castelo, Leiria, Castelo Branco, Aveiro, Coimbra e Braga.
Os distritos do Porto, Faro, Setúbal, Viana do Castelo, Lisboa, Leiria, Beja, Aveiro, Coimbra e Braga estão sob aviso laranja por agitação marítima entre as 06:00 de hoje e 18:00 de sexta-feira, por ondas que podem "atingir 12 a 13 metros de altura máxima".
Todos os 18 distritos de Portugal continental estão sob aviso amarelo por vento, que termina às 18:00 de hoje, sendo esperadas "rajadas até 90 km/h, sendo até 110 km/h nas serras".
Guarda e Castelo Branco entram às 09:00 de hoje e até 18:00 de sexta-feira em aviso laranja de neve, que pode ocorrer a 1.600 metros, descendo gradualmente para 900/1.100 metros, enquanto em Braga o aviso vigora entre as 12:00 de quinta-feira e as 06:00 de sexta-feira, por queda de neve acima de 800 metros, com acumulação até 20 centímetros acima de 1.200 metros.
Onze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também algumas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
Proteção Civil registou hoje mais de 1.700 ocorrências
Portugal continental registou até às 23:00 de hoje 1.790 ocorrências devido ao mau tempo, que afetaram sobretudo as sub-regiões da Grande Lisboa, Setúbal e Oeste, adiantou à Lusa fonte da Proteção Civil.
As ocorrências entre as 00:00 e as 23:00 de quarta-feira atingiram sobretudo a Grande Lisboa, com 276, Setúbal (221) e Oeste (220).
As principais ocorrências foram por inundações, queda de árvores e movimento de massas, referiu fonte da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).
O comandante nacional da ANEPC, Mário Silvestre, frisou, na quarta-feira, que a depressão Leonardo vai atravessar o continente com chuva persistente e por vezes forte.
A ANEPC alertou que existe um elevado risco da ocorrência de inundações significativas nas zonas próximas dos rios Vouga, Mondego, Tejo, Sorraia e Águeda.
Existe ainda um alerta para o elevado risco de inundação devido à subida do caudal dos rios Douro, Cávado, Ave, Lima, Tâmega, Lis e Sado.
Mário Silvestre adiantou que a Proteção Civil tem trabalhado com a Associação Portuguesa do Ambiente (APA) para acompanhar a situação em Espanha, que também tem sido afetado por chuvas.
Onze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também algumas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
22 deslocados e 12 desalojados na região Oeste nas últimas 24 horas
O mau tempo das últimas 24 horas fez 12 desalojados e obrigou a retirar mais de 20 pessoas das suas casas por prevenção de riscos, disse hoje o comandante regional de Emergência e Proteção Civil.
O responsável do Sub-Comando de Emergência e Proteção Civil do Oeste, Carlos Silva, afirmou à agência Lusa que, nas últimas 24 horas, registaram-se em Arruda dos Vinhos 12 desalojados por danos causados pelo mau tempo nas suas habitações, tendo sido realojados em casas municipais ou de familiares.
Nas últimas 24 horas, o mau tempo obrigou também a retirar 22 pessoas das suas casas por "risco de cheias ou de deslizamentos de terras".
Destas, 12 foram em Torres Vedras, devido ao risco de inundações provocadas pelo transbordo do Rio Sizandro, e foram realojadas no Centro Pastoral do Turcifal ou em casas municipais.
Juntam-se outras seis em Arruda dos Vinhos, que foram realojados em casas municipais ou de familiares.
Na Lourinhã, três pessoas foram retiradas das suas casas por prevenção por risco de deslizamento de terras, das quais duas foram realojadas num pavilhão preparado pela Proteção Civil e outra em casa de familiares.
Nas Caldas da Rainha, uma pessoa foi retirada da sua casa devido a danos causados pelo mau tempo e foi realojada numa instituição social de Salir do Porto.
Os 12 municípios da região Oeste- Alcobaça, Alenquer, Arruda dos Vinhos, Bombarral, Cadaval, Caldas da Rainha, Lourinhã, Nazaré, Óbidos, Peniche, Sobral de Monte Agraço e Torres Vedras- têm ativado o seu plano municipal de emergência, adiantou o responsável.
Para as próximas horas, os concelhos que requerem maior preocupação das autoridades são Alcobaça, Alenquer e Torres Vedras, pelo risco de transbordo dos rios e cheias nas zonas urbanas por eles atravessadas.
Na quinta-feira, as escolas vão estar encerradas nos concelhos do Bombarral, Alenquer e Torres Vedras, adiantou.
Além das falhas de eletricidade, que ainda afetam 10% da população em Alcobaça e Nazaré, os concelhos mais fustigados pela depressão Kristin, a Proteção Civil alerta para a possibilidade de falhas no fornecimento de água.
"Os deslizamentos de terras e as quedas nas estradas têm provocado danos nas condutas", justificou.
Onze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também algumas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
Ministro da Economia avalia tragédia em montante que pode superar os quatro mil milhões de euros
Manuel Castro Almeida diz que tudo aponta que os prejuízos provocados pela tempestade vão superar os quatro mil milhões de euros.
Em entrevista à SIC, na terça-feira, Castro Almeida sugeriu que as famílias usassem o ordenado de janeiro até receberem as verbas do Estado – declarações que foram alvo de críticas. O ministro reconhece que as suas palavras “não foram felizes”.
Em relação aos trabalhadores que ficaram sem trabalhar, o ministro garantiu que vão receber a remuneração mensal líquida “exatamente igual” ao valor que recebiam quando estavam a trabalhar.
“O salário vai ser pago 20% pela Segurança Social e 20% pelas empresas”, explicou.
Relativamente à utilização do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), Castro Almeida disse que vão ter de fazer uma “reorientação das prioridades” e garantiu que o Governo “não vai perder nem um euro das subvenções do PRR”.
Forças Armadas com mais de 2.100 militares no apoio à população
Chuva persistente e por vezes forte até meio da manhã de quinta-feira
Proteção Civil indica que há pelo menos 53 desalojados desde 27 de janeiro
Lar da Misericórdia de Mértola com 72 utentes vai ser evacuado
Troço suburbano do Metrobus em Coimbra suspenso na quinta-feira
Autarquia avisa para elevadíssima probabilidade de cheias em Leiria
Carlos Moedas Moedas pede que se evitem deslocações desnecessárias em Lisboa
Água continua a subir em Alcácer do Sal
Duarte Dimas, presidente da Junta de Freguesia de Santiago, fala numa cheia "nunca antes vista". Muitas pessoas foram retiradas de casa e muitas outras continuam isoladas, acrescentou, para deixar um apelo: "Quem se sentir em risco que se salvaguarde (...) que se ponha a salvo".
Mau tempo: Autoridades nacionais não divulgam número de feridos
As autoridades nacionais não indicam o número de feridos das tempestades que têm atingido o país na última semana, com o Ministério da Saúde a remeter para a Direção Executiva do SNS, que não disponibilizou ainda os dados.
Desde sexta-feira, a agência Lusa tem tentado, junto de várias entidades oficiais nacionais, obter o número de pessoas que ficaram feridas em Portugal continental desde que a depressão Kristin assolou parte do território, nos dias 27 e 28 de janeiro, mas não conseguiu obter respostas.
A Lusa questionou formalmente, na última sexta-feira, o INEM sobre se tinha registado um aumento de solicitações de socorro resultantes da tempestade, não obtendo resposta, mas fonte do instituto adiantou hoje que a contabilização "dos mortos e dos feridos é feita de forma centralizada, de modo que os números estejam corretos entre todas as entidades".
Cinco dias após a depressão Kristin ter atingido o país, na conferência de imprensa diária de segunda-feira, a Lusa voltou a perguntar aos responsáveis da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) qual o balanço do número de feridos, que remeteram para o INEM.
Já hoje foram questionados o Ministério da Saúde e a Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde, que também não responderam às questões colocadas por correio eletrónico.
Dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo, mas o número global de feridos não é conhecido.
Na terça-feira, o bastonário da Ordem dos Médicos, Carlos Cortes, adiantou à Lusa que o Hospital de Santo André, em Leiria, recebeu 756 feridos com traumas desde o início da depressão Kristin.
A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.
Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
Apoios à reconstrução de casas até 5.000 euros concedidos com fotos e sem vistoria
NOS e MEO reagem a declarações de presidente da República
"As suas declarações demonstram uma profunda insensibilidade e desumanidade face às centenas de homens e mulheres que desde quarta feira passada estão dia e noite a recuperar da maior destruição de redes de comunicações já vista em Portugal”, comunicou à imprensa.
"Foi igualmente acionada a nossa sala de crise, em funcionamento 24 horas por dia, 7 dias por semana, garantindo coordenação permanente de todos os meios técnicos e operacionais", acrescentou Ana Figueiredo.
Segundo a operadora, "foram acionados meios alternativos de emergência, precisamente para mitigar impactos e garantir a maior resiliência possível das comunicações em contextos excecionais". E o foco da empresa de telecomunicações "está na recuperação plena dos serviços e no apoio às populações e às entidades críticas".
"As declarações proferidas pelo senhor Presidente da República só podem resultar de informações incompletas ou imprecisas sobre o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido. Enquanto Presidente da MEO, é também minha responsabilidade defender o profissionalismo irrepreensível, a dedicação e o esforço incansável de todas as equipas que têm trabalhado de forma ininterrupta, em todas as frentes, para garantir um serviço essencial ao país".
Ministra do Ambiente espera 95% dos clientes com luz até sábado
Na tarde desta quarta-feira havia ainda 76.000 clientes sem energia, segundo contas da E-Redes.
A ministra do Ambiente e Energia disse hoje que 95% das pessoas que ficaram sem energia deverão estar ligadas no sábado, 98% no dia 14 e os restantes no final do mês.
Em declarações aos jornalistas após uma reunião sobre a gestão de cheias na Agência Portuguesa do Ambiente (APA), na Amadora, Maria da Graça Carvalho disse que o Governo pediu à E-Redes um calendário de reposição da energia, na sequência do corte generalizado em várias regiões do centro do país devido à depressão Kristin, da semana passada.
Segundo a empresa na tarde de hoje havia ainda 76.000 clientes sem energia.
A ministra disse que os últimos dois por cento de reposição de energia são os mais difíceis, mas que a E-Redes disse que vai fazer tudo para estarem resolvidos até ao final do mês.
Maria da Graça Carvalho afirmou que cinco dias após a passagem da depressão, na semana passada, 80% das pessoas tinha acesso à rede e destacou a complexidade de restabelecer a eletricidade.
"Ficámos com o sistema elétrico nacional naquela zona afetada completamente destruído. Aquele sistema em condições normais demoraria muitos meses a ser construído", disse a ministra, recordando que ficaram destruídos quase mil postos elétricos.
A reposição do serviço, muito específico, destacou também, tem de ser feito por pessoas credenciadas, estando mesmo assim mais de 2.000 pessoas a trabalhar, com o apoio de profissionais que chegaram da Madeira, de Espanha, de França e, a partir de quinta-feira, da Irlanda.
Questionada sobre os geradores disponibilizados a ministra explicou que estão ligados 318 e há 500 mobilizados, alguns que chegaram de Espanha.
Maria da Graça Carvalho justificou com questões logísticas a maior demora em ligar os geradores e disse que de todas as freguesias afetadas só 20 não tinham gerador.
Na quinta-feira ou no sábado todas as freguesias da zona afetada terão gerador, disse a ministra, citando a E-Redes.
Disse que é impossível reconstruir uma rede elétrica em pouco tempo e recordou que os postos não só caíram como se partiram e ficaram retorcidos.
Recordou ainda que na zona afetada há muita população dispersa e isolada, com estradas obstruídas nos primeiros momentos.
Portugal continental está a ser afetado pela depressão Leonardo, prevendo-se até sábado chuva persistente e por vezes forte, queda de neve, vento e agitação marítima forte, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera.
Há uma semana o país foi atingido pela depressão Kristin, que atingiu sobretudo a região Centro e levou à morte de dez pessoas, à destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações.
Há ainda a registar centenas de feridos e desalojados.
Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
Subida do Mondego. Acesso condicionado à localidade de Ereira
Só de barco ou no carro dos bombeiros se pode chegar a Ereira, em Montemor-o-Velho. Durante o dia ainda passaram carros pela única estrada transitável, mas a subida do Mondego deixou a aldeia praticamente isolada.
Mau tempo. E-Redes diz que 76.000 clientes continuam sem luz
A E-Redes indicou hoje que, até às 17:30, 76.000 clientes, sobretudo das zonas mais críticas, continuavam sem energia elétrica devido às avarias decorrentes da depressão Kristin.
"Às 17:30 de hoje a E-Redes regista por alimentar 76 mil clientes", indicou, em comunicado.
Só nas zonas mais críticas, contabilizam-se 74.000 clientes sem energia elétrica.
Destacam-se Leiria (55.000 clientes sem energia), Santarém (13.000), Castelo Branco (4.000) e Coimbra (2.000).
Dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.
Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
Marcelo quer rapidez na atribuição de apoios às populações
O presidente da República visitou os concelhos mais afetados pela tempestade. Marcelo Rebelo de Sousa exigiu rapidez na atribuição dos apoios às populações e às empresas. Sem comentar diretamente a atuação dos ministros, o chefe de Estado admitiu que a comunicação do Governo nem sempre correu bem.
Escolas reabrem em Leiria
Reabriram a maior parte das escolas do concelho de Leiria. São 148, principalmente básicas e jardins de infância, mas muitos alunos ainda não foram às aulas.
Alerta máximo esta noite. Tempestade Leonardo atinge região de Lisboa e Vale do Tejo
A proteção civil mantêm o nível de alerta máximo, o nível 4, até pelo menos sexta-feira devido à chuva intensa e ao vento forte. Na zona da Caparica, arredores de Lisboa, assiste-se a vários aluimentos de terra.<br />
Inundações em Alcácer do Sal. Dezenas de empresas destruídas e aldeias isoladas
Em Grândola, três famílias foram retiradas de casa por causa das cheias. Dezenas de habitações estão inundadas. Em Álcacer, há quatro aldeias isoladas e o centro da cidade mostra-se irreconhecível.
Uma semana sem luz. Várias localidades de Leiria continuam às escuras
Ao fim de uma semana, várias localidades afetadas pela tempestade Kristin continuam sem eletricidade. A reposição de energia pode ainda demorar algum tempo em algum as povoações, como é o caso de Colmeias, em Leiria.
Vila Velha de Ródão desaconselha população a consumir água de fontanários
Marcelo diz que resposta do Governo "depende da forma de execução"
Homem morre arrastado pelas águas a tentar atravessar estrada inundada
A Proteção Civil tinha confirmado que estava a realizar buscas por eventuais vítimas após ter encontrado um automóvel submerso naquela mesma zona do distrito de Beja.
"Confirma-se que existe uma vítima mortal, um homem, com cerca de 70 anos, que se encontrava no interior da viatura", disse à agência Lusa fonte do Comando Sub-Regional de Emergência e proteção Civil do Baixo Alentejo.
Presidente da República apela à "serenidade"
"Excedeu em termos de intensidade e em termos territoriais", disse, apelando a que se mantenha "a serenidade".
Nas palavras do chefe de Estado, as populações afetadas têm sido resilientes e demonstrado muito "maturidade cívica".
"Há que estar preparado para o que possa acontecer, com a serenidade possível", acrescentou.
Zona ribeirinha de Alcácer do Sal inundada
Chuva dificulta reparação de 1.100 telhados afetados em freguesia de Ourém
Mata do Bussaco com prejuízos de "muitos milhares"
Municípios querem adiamento dos prazos do PRR e manutenção da suspensão do pagamento de portagens
EDP apoia com "mais de 800 mil euros" e com suspensão temporária da faturação
Mau tempo. CGTP fala em queixas de assédio laboral nas regiões afetadas
Os trabalhadores nas zonas afetadas pelo mau tempo estão numa "situação muito difícil", alerta a CGTP, que tem recebido queixas de assédio laboral.
Tiago Oliveira lembrou que, apesar da "situação extrema", não começou a "vigorar no mundo do trabalho a lei da selva", portanto tem de se tentar garantir que há respostas para os trabalhadores.
"O que quero dizer é que há ainda muita indefinição no mundo dos trabalhadores", explicou. "Temos setores muito afetados. O Governo avançou com um conjunto de medidas, mas o que é preciso (...) é que, cada medida que seja implementada, corresponda da mesma foram a um compromisso por parte das empresas (...) de salvaguarda dos postos de trabalho".
À CGTP têm chegado, nos últimos dias, denúncias de salários em atraso, obrigatoriedade de gozo de férias e indefinição quanto aos vínculos de trabalho, principalmente em casos de trabalhadores com vínculos precários.
O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
"Amor ao Centro". Artistas portugueses em concerto solidário pelas vítimas da Depressão Kristin
Marisa Liz, Ana Lua Caiano, Iolanda, xtinto e Mike El Nite são alguns dos nomes que sobem ao palco da Casa Capitão, em Lisboa, no próximo dia 11 de fevereiro.
Tendo como motivo a zona mais afetada pelos ventos fortes da madrugada de 27 de janeiro, o concerto intitula-se “Amor ao Centro” e reúne atuações de Ana Lua Caiano, Ana Mariano, Beatriz Pessoa, Bia Maria, Inês Apenas, Iolanda, Jasmim, Joana Espadinha, João Maia Ferreira, JÜRA, Lura, Mães Solteiras, Marisa Liz, Mike El Nite, Surma e xtinto, além de DJ sets dos elementos da banda Bateu Matou.
Os artistas sobem ao palco dia 11 de fevereiro na Casa Capitão a partir das 18 horas. Os bilhetes, que já estão à venda em DICE.fm., têm um custo de 20 euros e revertem na totalidade para as populações afetadas.
Paralelamente, foi partilhada nas redes sociais do evento uma ligação para doações na plataforma de crowdfunding GoFundMe, com o objetivo de angariar 10 mil euros.
O valor arrecadado será entregue a duas Organizações Não Governamentais para o Desenvolvimento: a Sharing Love, que atua em Ourém, e a ATLAS, sediada em Coimbra e com intervenção em todo o país, nomeadamente nas cidades de Coimbra, Leiria, Marinha Grande, Pombal, Alcobaça e Batalha.
A causa é particularmente próxima a cinco dos artistas em cartaz, originários ou a viver em localidades afetadas pela tempestade: Bia Maria e xtinto nasceram em Ourém, Inês Apenas e Surma são de Leiria e Iolanda cresceu em Pombal.
"Apagão completo" nas freguesias rurais de Leiria
O presidente do município de Leiria afirmou hoje que há um "apagão completo" nas freguesias rurais do concelho, onde há uma semana não há energia elétrica devido à depressão Kristin.
"O apagão é de tal maneira grave que são, sobretudo, as populações que vivem nas freguesias urbanas que têm energia. A partir do momento que passamos para um raio de quilómetros que se afasta da cidade, é o apagão completo", declarou aos jornalistas Gonçalo Lopes, nos Bombeiros Sapadores de Leiria, o centro de operações do município para responder ao impacto da depressão Kristin.
Segundo o autarca, "a situação do restabelecimento da energia está num processo lento".
Declarando-se muito preocupado "com as zonas mais afastadas das infraestruturas públicas, de fornecimento de água, luz e comunicações", o presidente da Câmara alertou que as pessoas que vivem nas freguesias mais rurais estão a passar por "momentos dramáticos, porque estão apagados há mais de sete dias".
"A fase que tínhamos previsto de restabelecimento está a demorar muito mais tempo do que tínhamos pensado, o que coloca estas populações num nível de preocupação e de alarme que merece um reforço e uma estratégia muito mais rápida e contundente, não só no restabelecimento do fornecimento de eletricidade em alta, mas muito em especial em linhas de trabalho para recuperar toda a distribuição da energia em baixa", defendeu.
O autarca considera que deveria ter tido o "apoio massivo de geradores", evitando "prejuízos enormes para a vida das pessoas".
"Monte Real, Carvide, Souto da Carpalhosa, Coimbrão, Monte Redondo, Bajouca, Bidoeira, Colmeias, Memória, Caranguejeira, Santa Catarina da Serra, tudo o que tem a ver com o arco mais distante e que precisa de alimentação em alta, está prejudicado no seu fornecimento", adiantou, frisando que "são estas as populações que estão a sofrer e são muitas".
Para Gonçalo Lopes, "o grau de desespero e de tolerância começa a esgotar-se", assim como o grau de tolerância da população, notando que "sete dias é um marco dramático, porque não se conseguiu dar uma resposta mais rápida".
"A rapidez da resposta acho que tem de ser avaliada", acrescentou.
Associação de Municípios repudia tratamento "menos urbano" a autarcas
A Associação Nacional de Municípios (ANMP) repudiou hoje qualquer tratamento menos urbano que seja feito a um autarca, dando como exemplo o que aconteceu com o presidente da Câmara Municipal de Leiria, Gonçalo Lopes.
"Em nome da Associação Nacional de Municípios, queremos repudiar com veemência qualquer epíteto, qualquer nome e qualquer tratamento menos urbano que seja feito a um autarca, como aconteceu com o senhor presidente da Câmara Municipal de Leiria", afirmou a vice-presidente da ANMP, Ana Abrunhosa.
À saída de uma reunião do conselho diretivo, Ana Abrunhosa repudiou este tipo de comportamento, "até porque, em grande medida, se a Proteção Civil existe deve-se aos municípios também".
Na segunda-feira, o deputado do Chega Bruno Nunes chamou "boneco" ao presidente da Câmara Municipal de Leiria, depois de Gonçalo Lopes ter considerado que se tem assistido a "um carrossel de pessoas" a visitar a região "como se um jardim zoológico se tratasse".
"Acho ridículo quando alguém quer oferecer meia dúzia de garrafas de água e que se filma para trazer numa carrinhazinha pequenina a ajuda ao distrito e ao concelho de Leiria", criticou Gonçalo Lopes, e considerou que "aproveitar o que está a acontecer para fazer campanha" é "uma ofensa a quem está a sofrer, a quem está há mais de dois dias sem água, sem luz, com dificuldades extremas".
Há uma semana, Portugal continental foi afetado pela passagem da depressão Kristin, causando a morte a 10 pessoas.
A tempestade levou à destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.
Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
Vila de Rei repôs energia elétrica na zona industrial e água em todo o concelho
O fornecimento de energia elétrica já foi resposto na Zona Industrial de Vila de Rei, o abastecimento de água já chega a todo o concelho, mas continuam a registar-se muitas falhas nas comunicações.
"As prioridades centraram-se, desde sempre, na garantia de acesso à água, luz, equipamentos coletivos e desobstrução de vias", referiu a Câmara de Vila de Rei, numa nota sobre o balanço dos acontecimentos no terreno.
Este município do distrito de Castelo Branco deixou um apelo: "Ainda com um número muito elevado de habitações particulares que se encontram destelhadas e em situação de fragilidade social, apelamos à solidariedade e entreajuda de todos para a resolução destas situações".
A autarquia garantiu que tem sido assegurado o acompanhamento das pessoas em situação de vulnerabilidade e sem condições de habitabilidade, "sendo prioritária a procura de soluções adequadas para cada caso".
"As várias empresas locais de construção civil estão igualmente empenhadas na resolução dos danos provocados, procurando garantir uma intervenção célere e eficazes".
Todos os equipamentos escolares e desportivos do concelho já estão em pleno funcionamento.
A autarquia alertou ainda para a existência de grande quantidade de material lenhoso junto às bermas das estradas, resultante da queda de árvores, bem como fios e postes em situações de maior fragilidade, "apesar de todas as aldeias estarem já acessíveis".
Marcelo a segurar ministra? "Estou a tratar do que é mais importante"
Questionado sobre se estará "a segurar" a ministra da Administração Interna, o presidente da República colocou a ênfase na necessidade de dar respostas às regiões mais atingidas pelas intempéries.
Foto: Marcelo Rebelo de Sousa - Lusa
"O principal é que aquilo que está no papel, no Diário da República, das medidas, passe ao terreno", enfatizou.
O presidente havia considerado, horas antes, que, por vezes, “há tiradas ou afirmações que são mais felizes e outras menos felizes”, o que “irrita as pessoas”. Jornal da Tarde | 4 de fevereiro de 2026
Estas declarações surgiram depois de a ministra da Administração Interna ter dito desconhecer o que falhou no atraso da disponibilização de meios aos territórios mais afetados pelo mau tempo.
“Quando há um momento de aperto, de aflição, de não saber bem qual é a situação no terreno, as pessoas de repente são apanhadas em perguntas, em questões que não é fácil responder”, declarou o chefe de Estado.
“Portanto, de vez em quando, há umas tiradas ou afirmações que são mais felizes e outras menos felizes”.
Município de Leiria compra casas prefabricadas para instalar desalojados
O Município de Leiria vai comprar 13 casas prefabricadas para instalar desalojados, com um custo de cerca de meio milhão de euros, afirmou hoje o presidente, Gonçalo Lopes.
"Neste momento, temos em processo de contratação 13 casas, num montante aproximado de meio milhão de euros", disse aos jornalistas Gonçalo Lopes, nos Bombeiros Sapadores de Leiria, onde está o centro de operações do município.
Após a reunião diária da Comissão Municipal de Proteção Civil, o autarca explicou a necessidade de reforçar a assistência social, sobretudo na identificação dos desalojados.
"Atualmente, alguns permanecem em casas, mas com chuva intensa dentro das suas casas, e outros estão deslocalizados", declarou, defendendo a necessidade de "encontrar soluções, não de curto prazo", mas "soluções de médio prazo.
Nesse sentido, na terça-feira o município consultou "empresas para aquisição de casas prefabricadas, para serem instaladas o mais rápido possível, para poder acolher as famílias que estão em situação muito grave".
Gonçalo Lopes referiu que estas pessoas "ou estão em casas de familiares, ou estão em pavilhões, ou estão nas suas casas, mas em condições que não deviam estar".
Desde quarta-feira, quando Leiria foi atingida pela depressão Kristin, e até domingo, a autarquia tinha realojado 28 pessoas, em lares, numa estrutura numa coletividade e numa casa municipal na Barreira.
"Parece que estamos num país de faz de conta", acusa presidente da Câmara de Leiria
O presidente da Câmara de Leiria, Gonçalo Lopes, disse hoje que parece que se está "num país de faz de conta", criticou a ausência de comunicação e admitiu que o seu grau de tolerância começa a esgotar-se.
"Quem está a dar a cara sou eu, todos os dias a comunicar-vos a pouca informação que tenho e o processo tem de ser mais transparente, o processo tem de ser mais claro. Na [pandemia] de covid tínhamos `briefing` e comunicação ao país sobre o que estava a acontecer e eu acho que ninguém comunica ou não querem comunicar. Parece que estamos num país de faz de conta", declarou Gonçalo Lopes.
O autarca falava aos jornalistas nos Bombeiros Sapadores de Leiria, onde está instalado o centro de operações do município na sequência da depressão Kristin que, há uma semana, afetou gravemente o concelho.
Questionado se se trata de uma crítica ao Governo, liderado pelo social-democrata Luís Montenegro, o presidente do município socialista respondeu que "o que aconteceu em Leiria é algo demasiado grave para que não haja uma comunicação credível, transparente sobre a evolução das reparações na rede".
"O grau de escrutínio que colocam à minha atividade como político tem de ser colocado também a quem é responsável de gerir as redes nacionais, seja o fornecimento de água em alta, seja o fornecimento de eletricidade. Tem de existir mais transparência", prosseguiu.
Segundo Gonçalo Lopes, a transparência passa por dizer `estou a fazer esta obra, tenho estes meios, de ontem para hoje conseguimos reparar uma torre`, insistindo que "esse grau de transparência de informação tem de existir", para "criar confiança".
Admitindo que as empresas responsáveis pela prestação de serviços públicos estão a fazer um esforço, o autarca salientou ser necessário que "alguém preste contas sobre isto e as contas não estão a ser prestadas".
Gonçalo Lopes disse ainda desconhecer a presença hoje, em Leiria, da ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, para acompanhar trabalhos de recuperação da rede elétrica.
"Não tive conhecimento desta visita, admito que me possam ter ligado", adiantou, acrescentado que "tem sido um corrupio de líderes das mais diversas áreas que passam, mas ações concretas para resolver ou resultados concretos não se veem".
Tempestade Leonardo está a afetar toda a Península Ibérica
Espanha também está debaixo de chuvas torrenciais com risco de derrocadas e inundações urbanas e rios que transbordam. 3800 pessoas estão sem luz.
Mau tempo tem impedido saída dos mariscadores para a Ria de Aveiro
As várias tempestades e principalmente a agitação marítima têm impedido desde o início do ano a saída dos mariscadores para a Ria de Aveiro. Só na Torreira são mais de 150 as famílias que vivem deste tipo de pesca.
Cerca de 83 mil clientes ainda sem energia elétrica às 12h00
Um total de 83 mil clientes da E-Redes continuava sem abastecimento elétrico pelas 12h00 de hoje, 81 mil dos quais nas zonas mais atingidas pela depressão Kristin, anunciou hoje a empresa.
Em Santarém ainda não tinham eletricidade 14 mil clientes, em Castelo Branco cinco mil e em Coimbra três mil.
A E-Redes destacou que estão a trabalhar no terreno e no 'back office' da empresa cerca de 2.000 operacionais e que foram mobilizados mais 550 geradores.
No anterior balanço realizado pela empresa, hoje, pelas 8h00, o número de clientes afetados era de 93 mil.
Os clientes da E-Redes correspondem a "pontos de entrega de energia" como habitações, empresas ou lojas com ligação elétrica, sendo assim difícil quantificar o número de pessoas que estão a ser afetadas.
Há uma semana, Portugal continental foi afetado pela passagem da depressão Kristin, causando a morte a 10 pessoas.
A tempestade levou à destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.
Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
Ansião tem mais de uma centena de pessoas realojadas
"Há muita gente a dormir em casa por resistência, mesmo a chover lá dentro, mas estamos a monitorizar constantemente, até porque esta noite foi bastante agressiva e estamos a fazer essa avaliação", referiu.
Na pequena ilha do Baixo Mondego de Ereira faz-se "figas" contra risco de cheias
A "fazer figas" para que o nível da água do Rio Mondego não suba muito mais, depois de já ter transbordado, a população de Ereira, Montemor-o-Velho (Coimbra), assiste hoje com calma à situação, lembrando as cheias de 2001.
"Em 2001, como houve alguma coisa que partiu [no controlo da água do Rio Mondego], não sei bem aonde, encheu toda esta parte aqui. Isto era um cenário de guerra. Nesta altura, não é um cenário de guerra. Está tudo calmo e toda a gente está a fazer figas para que não se parta nada, para que isto siga lentamente. Acho que ainda aguenta muita água até chegar às casas", afirma Manuel Rodrigues, de 65 anos, que mora a 100 metros do centro da freguesia de Ereira.
Junto à capela de Ereira, onde há um azulejo a marcar até onde as águas do Mondego chegaram nas cheias de 2001, moradores, bombeiros e proteção civil concentram-se no centro da freguesia, de onde assistem a subida do nível da água do Rio Mondego, com a estrada de acesso já alagada. A zona da praia fluvial, com um campo de futebol ao lado, está já submersa. O areal foi ocupado por barcos que facilitam a deslocação entre as duas margens.
O morador Manuel Rodrigues diz que a água do Mondego está "mais de dois metros acima do nível normal", mas afirma que a população está calma e "a rezar" para que não aconteça o pior, acreditando que "o controlo das descargas está a ser bem feito".
Em declarações à agência Lusa, ao final da manhã de hoje, o presidente da Junta de Freguesia de Ereira, Nélson Carvalho (PS), que acompanha a subida do nível da água do Rio Mondego juntamente com a proteção civil, bombeiros e fuzileiros, afirma que "a subida tem sido feita de forma gradual, calma, controlada, mas efetivamente a água continua a subir".
"Nas próximas horas" a estrada de acesso à freguesia, junto à praia fluvial de Ereira, poderá ser cortada a veículos ligeiros, ficando só transitável para veículos pesados e das forças de autoridade, indica o autarca.
Neste momento, ainda não houve necessidade de retirar pessoas da freguesia da Ereira, com cerca de 650 habitantes, revela Nélson Carvalho.
Questionado sobre um possível cenário como as cheias de 2001, o autarca considera que, "felizmente, o risco de uma situação dessas é muito diminuto".
Na outra margem do Mondego, fora da freguesia de Ereira, Augusto Rainho, de 75 anos, vê a subida da água e conta que "isto não é muito normal, mas quando vem estas chuvas, enche um bocadinho". Tem memórias de "cheias piores" e, por isso, considera que a atual situação "não é assim muito grave".
"Mas as casas, muitas casas já devem ter água ali na Baixa", adianta, sem querer atravessar o rio na estrada alagada para não arriscar ficar com o carro preso.
A conduzir uma carrinha de transporte de mercadorias, José Cunha arrisca atravessar a estrada até Ereira para ir buscar arroz para os animais. Veio de Coimbra e o fornecedor da comida para os animais está "mesmo dentro de Ereira".
"Tentei passar para o outro lado, não consegui, e ele disse que passava por aqui, vou tentar atravessar, porque os animais precisam de comer todos os dias", conta, referindo que ainda esta madrugada teve de recolher dezenas de animais, desde ovelhas, cavalos e vacas, para sítios seguros, porque "está tudo alagado".
"Infelizmente estas povoações ficam assim: isoladas. Acho que se devia tomar algumas precauções antes delas acontecerem, não é depois resolvê-las, porque isto é uma situação que não é bom para ninguém", defende o trabalhador, que considera que a situação "certamente vai piorar".
Prevê-se o agravamento das condições meteorológicas nos próximos dias, com chuva intensa, levando ao risco de inundações e cheias, sobretudo nas zonas do Baixo Mondego.
Em Montemor-o-Velho, bem como no concelho vizinho de Soure, ambos do distrito de Coimbra, há estradas interditadas e campos agrícolas alagados. Por exemplo, em Soure, junto ao Rio Arunca, que desagua no Rio Mondego, uma estrada em direção a Montemor-o-Velho está interditada com um sinal de trânsito proibido, suportado com um saco de areia, e uma fita da Proteção Civil a barrar a passagem.
Grândola. Aldeia do Lousal isolada desde as 6h00
"As chuvas contínuas desta noite e desta manhã fizeram transbordar a Ribeira da Corona, junto ao Lousal, e os únicos acessos do Lousal para o exterior estão impedidos", disse o presidente da Junta de Freguesia de Azinheira de Barros, Pedro Ruas, em declarações à agência Lusa.
De acordo com o autarca, os principais locais de acesso à aldeia, que estão submersos, foram sinalizados pelas autoridades, estando a ser feitos apelos à população para que se mantenha em segurança.
"Estamos a fazer um apelo para as pessoas não correrem riscos, para não se meterem em aventuras, não tentarem passar as pontes, nem da Ribeira da Corona, nem da Ribeira do Lousal. É um risco demasiado grande", alertou.
Segundo Pedro Ruas, está a ser articulada com o Serviço Municipal de Proteção Civil e com os Bombeiros Mistos de Grândola, "uma solução de emergência", caso seja necessário retirar pessoas da aldeia mineira.
A solução para retirar os moradores pode passar pelo recurso "a um barco" para fazer a travessia, "ou eventualmente um carro especial, por um dos acessos alternativos, sendo necessário fazer um circuito de cerca de 15 a 20 quilómetros para chegar ao Lousal", admitiu.
Metade da população de Pombal continua sem eletricidade
Cerca de metade da população do concelho de Pombal, no distrito de Leiria, continua sem ligação à E-Redes uma semana após a passagem da depressão Kristin, lamentou hoje a vice-presidente da autarquia, Isabel Marto.
A informação foi dada hoje de manhã, durante a reunião do executivo camarário, durante a qual Isabel Marto disse que "uma grande parte do território ainda não conseguiu recuperar as suas infraestruturas básicas".
Os últimos dados disponíveis apontavam que "estariam ligados 51% dos clientes da E-Redes", ou seja, "metade da população continua sem energia, com todas as dificuldades e constrangimentos que isso traz", sublinhou.
A autarca mostrou-se insatisfeita com a situação, estando marcada para hoje uma nova reunião com o secretário de Estado da Energia e representantes da E-Redes "para ver se existem soluções diferentes".
No que respeita ao abastecimento de água, Isabel Marto disse que se mantêm dificuldades nalgumas zonas do concelho, devido às paragens dos equipamentos.
"Há dificuldade técnica no sentido de repor as máquinas a funcionar, nomeadamente na zona de São Simão, Albergaria e Santiago, que neste momento estão com mais dificuldade", explicou, acrescentando que há camiões-cisterna a distribuírem água às populações, "mas é insuficiente".
Segundo a vereadora, o executivo municipal tem pedido que sejam colocados no terreno militares para ajudarem a monitorizar os reservatórios de água, porque não se conseguem controlar à distância, devido à falta de telecomunicações.
"Neste momento dez reservatórios já têm vigilância humana, mas precisávamos de vigiar 30", realçou.
Isabel Marto contou que, na terça-feira, fez vários contactos com esse objetivo e explicou a situação ao primeiro-ministro, que esteve no concelho, e acabou por haver um reforço, mas insuficiente.
"Tive indicação de que ontem [terça-feira] à noite chegaram mais 20 homens. Nós precisamos de 90 e foram-nos enviados cerca de 35 até ao momento", lamentou.
A vice-presidente disse que se mantém também o problema das ruturas - ainda na terça-feira foram detetadas mais 20, já quase todas resolvidas -- apesar de estarem a trabalhar duas empresas a tempo inteiro.
"Vai continuar a haver falhas enquanto não conseguirmos reparar todas as ruturas e enquanto não conseguirmos um número mínimo de homens no terreno a monitorizar os nossos reservatórios", avisou.
Isabel Marto avançou que estão a ser feitos todos os esforços para retomar a atividade letiva na próxima segunda-feira, mesmo nas escolas que sofreram mais prejuízos.
Será garantida energia, "nem que seja através de geradores", reparados os telhados e limpos os espaços exteriores para que os alunos possam voltar a ter aulas, acrescentou.
Além das escolas, houve vários equipamentos municipais danificados, como o centro municipal de exposições Expocentro, que "é um dos investimentos de maior dimensão" que a autarquia terá de fazer.
"Vai demorar algum tempo até repor tudo. Se calhar alguns equipamentos municipais vão demorar anos", admitiu.
Além dos equipamentos municipais, a vereadora aludiu a infraestruturas de coletividades culturais e desportivas que foram muito atingidas, como o Salão Paroquial da Ilha e o Grupo Desportivo da Ilha, e também o Convento do Louriçal e várias igrejas.
"Há um património edificado que, não sendo municipal, nos preocupa", frisou, garantindo que está a sensibilizar o Governo para a necessidade de lhes serem atribuídos apoios para a recuperação.
Cheias condicionam estradas na Lezíria do Tejo, mas situação mantém-se estável
O comandante Proteção Civil da Lezíria do Tejo afirmou hoje que a situação no território se mantém tranquila, apesar de várias estradas condicionadas por inundações, não havendo, até ao momento, qualquer ocorrência considerada grave.
Em declarações à Lusa, o comandante Hélder Silva, explicou que existem vias temporariamente condicionadas, que abrem e voltam a fechar consoante a oscilação do nível do rio.
"O ponto de situação neste momento é de algumas estradas inundadas, mas tratam-se de condicionamentos temporários. O rio sobe, condiciona a circulação, mas quando baixa, as vias voltam a estar abertas", afirmou, sublinhando que não existe nenhuma situação preocupante neste momento.
Segundo o comandante, o nível das águas baixou devido ao alívio das barragens, embora a previsão de chuva contínua nas próximas horas obrigue a uma monitorização constante.
"Vamos ter chuvas contínuas, que podem criar alguns problemas", afirmou.
Questionado sobre o risco de haver populações isoladas, o responsável disse não haver situações anormais, apenas os casos habituais em períodos de cheia.
"Temos aquelas populações que são normalmente isoladas, são pessoas muito habituadas a este tipo de situação" referiu, acrescentando que as zonas ribeirinhas que habitualmente ficam isoladas encontram-se sob acompanhamento dos serviços municipais, que já efetuaram contactos com os moradores.
A proteção civil confirmou à Lusa que não há feridos, desalojados nem qualquer ocorrência de maior associada às cheias, e que a monitorização é feita "de duas em duas horas", com equipas municipais no terreno a verificar caudais, avaliar zonas potencialmente inundáveis e informar preventivamente as populações que possam vir a ser afetadas.
"Estamos a trabalhar por antecipação, sobretudo nas zonas que normalmente ficam submersas", concluiu.
De acordo com o aviso à população emitido pela proteção civil esta manhã, os níveis hidrométricos do Tejo mantêm-se elevados, com oscilações, enquanto o rio Sorraia registou uma ligeira descida durante a noite.
Segundo a nota, 58 vias no distrito de Santarém estão condicionadas, com destaque para isolamento de localidades e condicionamentos na circulação.
No concelho de Salvaterra de Magos estão cortadas, entre outras, a Estrada do Paul (ligação Marinhais--Foros de Salvaterra), troços na Estrada do Escaroupim, a rua da Caseta e a estrada do Massapez.
No Cartaxo, encontram-se submersas a Estrada Nacional (EN) 114-2 (Setil--Ponte do Reguengo), a EN3-2 (Ponte do Reguengo--Valada), e a rua Prof. Fernando Jaime Soares da Costa.
Em Santarém, estão inundadas a EN365-4 (Ponte de Alcaides), a Ponte do Alviela, troços na EM1348, o cais da Ribeira de Santarém, a Estrada do Livramento (Pernes) e o acesso à Quinta da Califórnia, entre outras.
O comunicado indica ainda que o Reguengo do Alviela se encontra isolado e que a ponte da EM572, entre São Caetano e Vila Nova da Barquinha, está "em risco de colapso".
Na Golegã há campos agrícolas inundados, e no concelho da Chamusca, a ligação fluvial Arripiado--Tancos está interditada.
Em Alpiarça, a EN368 está cortada e várias estradas municipais encontram-se interditadas, incluindo acessos usados como alternativas. Na Azambuja, há localidades isoladas, como Carvalhos/Manique do Intendente, e vários acessos submersos, incluindo a EN3-2 entre Azambuja e Valada.
Em Benavente, está submersa a EM1456 e há risco de submersão da EM515 (Paúl do Trejoito). Já em Almeirim, dois troços da ER-A2 encontram-se cortados devido a lençóis de água. Também há ocorrências registadas em Abrantes, Constância, Torres Novas, Vila Nova da Barquinha, Sardoal e Entroncamento, incluindo parques de estacionamento, acessos ribeirinhos e pontes inundadas.
Janeiro passado foi o segundo mais chuvoso desde 2000
O passado janeiro foi o segundo mais chuvoso desde o ano 2000, indicou hoje o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), precisando que todas as estações analisadas ultrapassaram o valor médio do mês.
Num comunicado divulgado hoje com um resumo do Boletim Climatológico desse mês, o IPMA refere que a precipitação atingiu em janeiro um total de 233,4 mm (litros por metro quadrado), "cerca de duas vezes o valor médio registado no período 1991-2020 (105 mm)".
Em relação às estações analisadas, adianta que em 78% o total de precipitação foi igual ou superior a duas vezes o valor médio e em 40% foi "2,5 a 3,5 vezes o valor médio".
"Todos os concelhos apresentam valores de água no solo acima da capacidade de campo, com concelhos do interior Norte, região Centro e litoral Sul muito próximos da saturação total do solo".
O IPMA destaca ainda que "a tempestade Kristin originou valores de intensidade do vento superiores a 130 km/h (quilómetros por hora) nos Distritos de Coimbra, Leiria e Castelo Branco", acrescentando que, tendo em conta apenas as estações da sua rede, se registou uma rajada de 156 km/h às 05:20 do passado dia 28 na estação meteorológica de Leiria.
Quanto à temperatura do ar, indica que a média foi de 9,19 graus centígrados (°C), 0,15°C acima do valor normal registado no período de 1991-2020 e o 12.º mais alto desde 2000.
O valor médio da temperatura máxima do ar, 12,71°C (0,64 abaixo do valor normal), foi o 6.º mais baixo desde o referido ano, enquanto o da temperatura mínima do ar, de 5,66°C (0,93°C acima do valor normal) foi o 9.º mais alto desde 2000, refere o comunicado.
Dez pessoas morreram e algumas centenas foram feridas ou ficaram desalojadas desde a semana passada devido ao mau tempo relacionado com a passagem da depressão Kristin pelo território continental português, que causou a destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações.
Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos, tendo o Governo decretado situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos.
Hoje e quinta-feira todos os distritos de Portugal continental estão sob aviso amarelo do IPMA devido à previsão de chuva por vezes forte, passando a aguaceiros, ligada à passagem da depressão Leonardo.
O instituto informou na terça-feira que as ondulações frontais associadas à depressão Leonardo irão afetar o estado do tempo em Portugal continental até sábado, com períodos em que a precipitação será persistente e por vezes forte, queda de neve nas terras altas do Norte e Centro, vento forte e agitação marítima forte.
Risco de cheias e inundações urbanas é elevado
A Proteção Civil alerta para uma situação meteorológica muito complexa, nos próximos dias, com o risco elevado de cheias e inundações urbanas.<br />
Chuva provoca várias inundações em Grândola
Há pelo menos quatro estradas cortadas e a população teve de ser retirada de casa.
Maioria das escolas no concelho de Leiria reabre
São perto de 70, principalmente básicas e jardins de infância.
85 mil clientes continuam sem energia nas áreas mais afetadas
Eurodeputados do PS questionam Bruxelas sobre apoios para agricultura
Os oito eurodeputados do PS questionaram hoje a Comissão Europeia sobre eventuais apoios da Política Agrícola Comum às explorações agrícolas afetadas pela tempestade Kristin em várias regiões de Portugal.
Segundo um comunicado, os oito eurodeputados da delegação socialista enviaram "um conjunto de perguntas à Comissão Europeia a solicitar a mobilização urgente de instrumentos de apoio aos agricultores portugueses afetados pela tempestade Kristin, que provocou danos significativos em explorações agrícolas e florestais em várias regiões do país.
Os signatários questionaram ainda o executivo comunitário sobre a sua disponibilidade para acionar, "com caráter imediato, os mecanismos previstos no atual quadro legislativo da Política Agrícola Comum (PAC), incluindo medidas excecionais e pagamentos de crise, bem como sobre a dotação orçamental que poderá ser mobilizada no curto prazo para responder a esta situação".
A Comissão terá ainda de esclarecer os eurodeputados sobre a possibilidade de autorizar "ajustamentos ou reprogramações do Plano Estratégico da PAC português, para garantir uma resposta rápida e eficaz a uma situação de calamidade.
Atrasos na retoma de fábricas do setor automóvel param linhas de clientes europeus
A depressão Kristin levou à paragem de várias fábricas do setor automóvel e há algumas que ainda não conseguiram retomar produção, adiantou à Lusa o presidente da AFIA, sinalizando que há clientes na Europa com linhas de produção paradas.
"Existem algumas fábricas que ainda não conseguiram arrancar a produção, porque a sua situação é um desastre total", sendo que "foram destruídas as estruturas dos edifícios e têm os equipamentos paralisados, quer porque não têm local para trabalhar, quer porque foram danificados pela chuva e por outros destroços", disse o presidente da Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel (AFIA), José Couto, à Lusa.
Verifica-se então ainda uma paralisação e atrasos no arranque de fábricas de componentes automóveis, sendo que algumas poderão demorar muito tempo a retomar, devido a perdas e danos nos edifícios e equipamentos.
Segundo o presidente da AFIA, foram cerca de 20 as empresas da indústria automóvel, localizadas entre Aveiro e Alcobaça, que foram afetadas pela Depressão Kristin, o que é "significativo num conjunto de empresas que andarão à volta de 360 empresas".
Estas fábricas tinham clientes na Europa que também terão sido afetados por estas paragens, sendo que "há clientes com alterações de planos de produção" e até paragem de linhas.
"A informação é que há linhas paradas, há fábricas, neste momento, clientes que tiveram que alterar os seus planos de produção, mas o desastre total ainda não tem avaliação", apontou.
Os maiores clientes são em Espanha e na Alemanha, onde se deve sentir mais o impacto desta suspensão, mas também em França, onde "existem fábricas que estarão neste momento com problemas em termos de produção por paragem em Portugal", sinalizou.
Por outro lado, há fábricas deste setor em Portugal que já conseguiram iniciar novamente a produção, depois de terem estado dois, três ou quatro dias paralisadas, "porque não havia energia e tinham pequenos estragos mais leves nas estruturas".
No que diz respeito à falta de luz, o responsável sinalizou que "a maior parte das fábricas que estavam sem energia ontem [terça-feira] já tinham energia e, portanto, preparavam-se para arrancar ainda no dia de ontem e no dia de hoje".
Ainda assim, ressalvou que a informação pode não ser completamente fiável porque "as empresas estiveram muito tempo sem energia e sem internet e foi muito difícil contactar com as fábricas", pelo que estão "continuamente a monitorizar este processo".
José Couto disse que a expectativa agora é que "as empresas consigam rapidamente resolver alguns problemas que têm, nomeadamente as questões das coberturas dos edifícios ou os danos estruturais em algumas empresas, porque, mal isso seja resolvido, poderão perspetivar um arranque da produção".
O responsável alertou que o destelhamento das empresas provoca alterações e prejuízos significativos nos equipamentos que estão instalados, quer por causa da chuva, quer por causa da humidade, pelo que é uma situação "altamente prejudicial para estes equipamentos".
No que diz respeito a recorrer a empresas para resolver estes problemas, existem questões de disponibilidade da mão-de-obra, salientou, dizendo ainda assim acreditar que "a estrutura de missão já tem isso perfeitamente assinalado e estará também num processo de identificar e ajudar a ultrapassar isto".
Município da Sertã disponibiliza lonas e faz aplicação nas habitações
O município da Sertã anunciou hoje que está a disponibilizar lonas e plásticos e a respetiva aplicação em habitações, e explicou que os interessados devem contactar a Câmara Municipal.
Numa nota enviada à agência Lusa, este município do distrito de Castelo Branco informou que criou um atendimento centralizado, a funcionar no edifício dos Paços do Concelho, para reportar ocorrências na sequência da passagem da depressão Kristin no território.
"O atendimento decorre no Balcão de Atendimento Único da Câmara Municipal da Sertã e é realizado por uma equipa multidisciplinar, que irá encaminhar situações de ação social, colocação de plásticos e lonas em coberturas, vias obstruídas, ruturas de água e falta de energia, e ainda prestar informações sobre apoios do Estado".
Este atendimento está disponível presencialmente na Câmara Municipal da Sertã, de segunda a sexta-feira, das 09:00 às 12:30 e das 13:30 às 16:30.
A autarquia informou ainda que todos aqueles que não possam deslocar-se podem fazer o contacto através do número 274 600 300 ou via correio eletrónica geral@cm-serta.pt.
"Devem, sempre que possível, fornecer o máximo de informação, como a área que é necessário intervencionar, localização exata ou material necessário. A partir daqui, será feito o encaminhamento da situação no sentido da sua resolução".
O município adiantou que situações referentes a vias obstruídas, ruturas de água e falhas de energia podem ser reportadas naquele espaço.
"Todas estas situações devem, sempre que possível, ser acompanhadas de informação precisa, como localização do espaço (preferencialmente com coordenadas) e fotografia do local".
Na Biblioteca Municipal Padre Manuel Antunes, na Sertã, continua também em permanência o apoio social com técnica dedicada a receber pedidos de apoio social e a prestar apoio psicológico.
Pessoas querem é resolver problemas concretos
Grândola evacua casas e corta estradas mas sem ativar plano de emergência
O presidente da Câmara de Grândola, Luís Vital Alexandre, disse hoje que o mau tempo causou cortes de vias, evacuações preventivas e isolou uma aldeia, mas afastou a possibilidade de ativar o Plano Municipal de Emergência.
"Temos caminhos totalmente intransitáveis, nem mesmo já para as viaturas dos bombeiros com correntes fortes, e um sem número de ocorrências de estradas completamente submersas, uma situação muito preocupante na aldeia do Lousal, que está isolada, e a derrocada parcial de uma primeira habitação", revelou o autarca, em declarações à agência Lusa.
Segundo o presidente da Câmara de Grândola, no distrito de Setúbal, em diversos pontos do concelho foram feitas evacuações preventivas de habitações, devido a inundações, a maioria na zona circundante à vila alentejana.
"As evacuações são, maioritariamente, de moradias isoladas ou tendencialmente isoladas, muito próximas de Grândola e da Ribeira de Grândola", e também "na zona do [bairro do] Isaías, junto ao nó Grândola-Norte da autoestrada, que é uma zona muito plana e suscetível de inundações", precisou.
A construção de um "crescente número de moradias [nesta] zona e de vias de comunicação tem provocado bloqueios da circulação natural da água", e, com o mau tempo, foi necessário "retirar pessoas" destes locais.
"Ainda há pessoas que, neste momento, não querem sair" das suas habitações, indicou Luís Vital Alexandre, acrescentando que já foram, no entanto, retiradas "pelo menos três pessoas" dessas áreas mais vulneráveis.
Para realojar quem não pode ir para "casa de familiares", o município disponibilizou "uma zona de acolhimento, com todas as valências, inclusive apoio psicológico, no Complexo Desportivo Municipal José Afonso".
À Lusa, o autarca revelou que, já na manhã de hoje, no Bairro da Tirana, junto à vila de Grândola, registou-se a "derrocada parcial de uma primeira habitação", com um desalojado, apesar de a única residente, uma mulher idosa, se recusar "a sair da moradia".
Por outro lado, indicou, o abastecimento de água à população da aldeia de Melides foi interrompido, ao início da noite de terça-feira, "devido à subida da água" da ribeira que atravessa aquela localidade, em "cerca de 1,5 metros".
"Água muito enlameada e, portanto, teve de ser desligada a bombagem e o serviço de fornecimento de água está a ser assegurado pelos bombeiros, que estão a abastecer o depósito" de Melides, explicou.
Questionado pela Lusa sobre a possibilidade de ser necessário ativar o Plano Municipal de Emergência, Luís Vital Alexandre disse que "ainda não é necessário" ativar este mecanismo, fazendo depender essa possibilidade da "evolução da situação".
Contactada pela Lusa, fonte do município indicou que, devido ao mau tempo, foram encerradas as escolas básicas da Aldeia do Futuro, Ameiras e Água Derramada, afetando um total de 40 crianças, assim como a creche e jardim-de-infância de Grândola.
"As crianças que necessitem de alternativa, na quinta-feira, serão acolhidas no Jardim-de-Infância n.º1 de Grândola", acrescentou.
Rutura num dique perto do rio Lis
Santarém. Lar em Coruche poderá ser evacuado nas próximas horas
Ponto de situação da Proteção Civil. Inundações aumentaram nas últimas horas
"Temos a subir gradualmente a questão das ocorrências de inundações", adiantou.
BE considera inaceitável não serem mobilizados todos os recursos europeus
O coordenador do Bloco de Esquerda (BE), José Manuel Pureza, considerou inaceitável que não estejam a ser mobilizados todos os recursos europeus, por incúria do Governo, para responder aos impactos de depressão Kristin.
O coordenador do BE defendeu igualmente "uma presença forte por parte de entidades que fiscalizam margens de comercialização, para evitar que a aflição dê lugar à especulação", algo "não só condenável do ponto de vista moral", como "absolutamente inaceitável".
O bloquista apelou a "uma urgente definição por parte do Governo, de mecanismos financeiros e operacionais para a reconstrução do tecido produtivo que em zonas como a da Marinha Grande".
Em declarações à agência Lusa, no final de uma reunião com o presidente da autarquia, Paulo Vicente, José Manuel Pureza sustentou que "os apoios governamentais tardam, apesar de já terem sido aprovados" e criticou a falta de definição relativamente aos "apoios para a reconstrução de infraestruturas, de capacidade produtiva, de cadeias de distribuição".
Para o coordenador do BE, "a realidade que se vive na Marinha Grande é a expressão de uma calamidade que se abateu sobre as infraestruturas, sobre a comunidade, sobre o território e sobre muitas pessoas, que têm as suas vidas completamente em suspenso".
Da conversa com o autarca e a sua equipa Pureza retirou que "o que está funcionar para aliviar a desgraça das pessoas é, acima de tudo, o trabalho solidário, a entrega solidária por parte de gente desinteressada, que entrega aquilo que tem, aquilo que pode para minorar o sofrimento de muita gente".
Mas para o BE, "o Governo não está a cumprir a sua parte e isso merece uma crítica muito severa da nossa parte".
Numa altura em que "a Kristin passou e o Leonardo está a chegar avizinham-se momentos que podem ser muito complicados", que para a região quer para todo o país, alertou para vincar que "é muito importante que o Governo tome decisões".
Nomeadamente no que respeita "aos trabalhadores que têm horários que podem coincidir com os picos de cheia ou com os picos de catástrofe climática" e que considera que devem ter agora um regime similar ao implementado durante a pandemia de covid-19.
"Sem alarmismo, mas com muito realismo e com muita determinação, o Governo tem que criar condições para que, havendo não só cheias, mas picos de mau tempo que possam pôr em perigo a vida de pessoas, todas essas vidas sejam salvaguardadas", bem como o seu sustento material, concluiu.
Autarca de Mértola admite possível retirada de pessoas e bens de zonas ribeirinhas
O presidente da Câmara de Mértola, Mário Tomé, mostrou-se hoje preocupado com a contínua subida do nível do Rio Guadiana e admitiu a possibilidade de serem retiradas pessoas e bens de zonas ribeirinhas no concelho.
"A preocupação em Mértola é muita, porque, a confirmar-se a pluviosidade prevista para as próximas horas e vendo como o rio está, ele pode subir para níveis que nos possam obrigar a retirar pessoas e bens", afirmou o autarca, em declarações à agência Lusa.
Segundo o presidente do município, o caudal do Rio Guadiana continua a subir e o nível da água já está muito próximo de zonas habitacionais, quer em Mértola, quer na aldeia ribeirinha do Pomarão, situada neste concelho do distrito de Beja.
Assinalando que está a ser feita uma "monitorização constante" do caudal do rio, Mário Tomé salientou que os serviços competentes estão "preparados para reagir em tempo célebre", no caso de ser necessário avançar com a retirada de pessoas e bens.
"A Proteção Civil, os bombeiros, a GNR e o próprio município, estamos todos em alerta 24 horas por dia, em sistema rotativo, com muita informação e bem articulados entre nós", sublinhou.
De acordo com o autarca, já foi ativado o Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil, que contempla várias medidas relacionadas com monitorização e acompanhamento da situação.
Até às 10:30 de hoje, adiantou Mário Tomé, registaram-se pequenos incidentes no concelho devido ao mau tempo, como um cais do rio que se soltou.
Num veleiro atracado junto ao Pomarão, também foi retirado um cidadão estrangeiro, disse Mário Tomé, que não soube precisar a idade e nacionalidade do homem, mas revelando que foi realojado temporariamente numa pensão pelo Serviço de Ação Social do município, por questões de segurança.
A Barragem do Alqueva tem vindo a efetuar, nos últimos dias, descargas de água, devido à "persistência de caudais afluentes elevados" provocados pelas chuvas intensas, levando ao aumento do caudal do Rio Guadiana, que atravessa o concelho de Mértola.
Na terça-feira, o presidente da câmara revelou à Lusa que a subida da água deixou submersa uma obra municipal concluída recentemente na frente ribeirinha da vila e o cais onde se realizam as festas de verão.
Já na aldeia ribeirinha do Pomarão, alguns caravanistas instalados no cais da povoação foram alertados para deixar o local, adiantou, então, o autarca.
Castelo de Leiria parece "um filme de terror"
A quase totalidade das árvores do Castelo de Leiria foram destruídas pela depressão Kristin, que também fez cair um troço de muralha daquele monumento que, segundo a vice-presidente do município, "parece um filme de terror".
"Perderam-se cerca de 90% das árvores e arbustos. Parece um filme de terror", disse à agência Lusa Anabela Graça, que assume os pelouros dos Equipamentos Culturais, Cultura e Educação.
Monumento Nacional desde 1910, o Castelo de Leiria foi um dos equipamentos do património cultural do concelho mais afetados pela tempestade, tanto no interior como no exterior.
Registam-se "danos consideráveis devido à queda de árvores", mantendo-se "uma preocupação muito grande, porque os solos estão muito desprotegidos com as chuvas".
No edificado, as situações mais sensíveis são a Casa do Guarda, "recentemente reconstruída", atingida por uma árvore de grande porte, e a queda de um troço de muralha.
"De imediato tivemos uma equipa da Direção do Património Cultural (DPC) no local, logo no dia 29 de janeiro, bem como da CCDR [Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional - Centro], que vieram avaliar o Castelo", salientou.
"Trata-se de um troço da muralha de alambor do último reduto, na vertente poente, cuja época de construção remontará ao segundo ou terceiro quartel do século XX", erigida no âmbito das obras da Direção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais.
Segundo Anabela Graça, os técnicos procederam a uma avaliação dos estragos: "Estamos a aguardar orientações, mas foi muito importante a vinda de imediato, porque não podemos interferir num Monumento Nacional".
A limpeza do Castelo de Leiria teve início na terça-feira e "está a andar a um ritmo muito bom", mas não há previsão para reabertura do monumento mais visitado de Leiria. Em 2025, foram registadas 121.371 entradas.
Outra preocupação é o Abrigo do Lagar Velho, no vale do Lapedo, freguesia de Santa Eufémia, a dez quilómetros de Leiria, classificado Monumento Nacional desde 2013.
O sítio arqueológico, onde em 1998 foi descoberta e desenterrada a "Criança do Lapedo", o primeiro esqueleto preservado do Paleolítico Superior em Portugal e, desde 2021, Tesouro Nacional, foi severamente afetado.
"O vale apresenta um elevado grau de devastação, com muitas árvores partidas e caídas, que é preciso limpar. Também é preciso recuperar o telheiro que protege o contexto arqueológico", processo que está a ser acompanhado por técnicos da DPC.
Em Leiria, quase todos os edifícios municipais de valor patrimonial registaram danos nas coberturas, com telhas partidas, deslocadas ou projetadas.
"O caso mais grave foi no m|i|mo - Museu da Imagem em Movimento, que ficou com a cobertura poente e telhado da sala grande de exposições praticamente destruído", descreveu Anabela Graça.
No museu, que integra a Rede Portuguesa de Museus e que está no interior das muralhas do castelo, foram ainda afetadas as claraboias, sistema de AVAC (Aquecimento, Ventilação e Ar Condicionado) e "algumas portas e janelas foram arrancadas pela força do vento".
"Houve um esforço muito grande para haver a intervenção imediata, retirando todos os bens e equipamentos, para evitar mais perdas e avançar com medidas de segurança, salvaguarda e limpeza, com a colocação de lonas", acrescentou a vice-presidente.
Ainda na área cercada do Castelo, a Igreja de São Pedro, igualmente Monumento Nacional, sofreu danos consideráveis, com "perda de quantidade significativa de telhas".
No centro da cidade, o Centro de Artes Villa Portela, inaugurado em setembro de 2025, ficou praticamente sem árvores, quase todas arrasadas. Caíram mais de 80, entre elas algumas centenárias. O edifício principal, dedicado à arte contemporânea, escapou quase ileso à destruição.
No Agromuseu, na freguesia da Ortigosa, lamenta-se a derrocada do palheiro.
Todos os equipamentos culturais de Leiria estão encerrados.
Alcácer do Sal decide encerrar escolas e cancelar atividades
O município de Alcácer do Sal tomou a decisão tendo em conta as condições atmosféricas e o seu previsível agravamento, hoje e nos próximos dias.
A autarquia vai ainda cancelar todas as atividades desportivas e culturais próprias e dar indicações às associações para que cancelem as atividades previstas até ao final do Estado de Calamidade, no domingo.
Foi ainda cancelado o mercado mensal de dia 7 de fevereiro.
André Ventura condena "república das bananas"
O líder do Chega falou aos jornalistas em Beja, onde leva a cabo mais um dia de campanha para a segunda volta das eleições presidenciais do próximo domingo.
“Nós temos que ter um Estado em prontidão, e o que temos tido, infelizmente, parece um bocado uma república das bananas”, acusou.
André Ventura deu como exemplos o comandante da Proteção Civil “a ausentar-se enquanto estamos a enfrentar tempestades” e “a dizer que nós não precisamos nada de acionar o Mecanismo Europeu de Proteção, com os autarcas a dizer que temos”.
Criticou ainda o presidente da República, que foi “para fora quando as pessoas estão a precisar de ajuda”.
Um candidato tem de “vir ter com estes organismos, com a polícia, com a Proteção Civil, com os bombeiros, com quem precisa e quem está a ser afetado por isto, e tentar fazer o seu melhor”, defendeu. “É isto que eu estou a tentar fazer”.
Lançada petição pela suspensão de cobranças de luz, água e telecomunicações por seis meses
Aprovada audição urgente da ministra da Administração Interna no Parlamento
Os requerimentos para a audição de Maria Lúcia Amaral foram submetidos por Chega e Iniciativa Liberal. O partido de André Ventura propôs ainda a audição do secretário de Estado da Proteção Civil, Rui Rocha. Foram ambos aprovados por unanimidade.
A deputada dos liberais Marta Ferreira Silva considerou pertinente que a titular da pasta da Administração Interna prestasse esclarecimentos após tere sindo conhecidas queixas no terreno, desde logo por parte do presidente da Câmara da Batalha, segundo o qual o SIRESP deixou de funcionar. Afirmou ainda querer perceber por que razão a entidade "está sem presidente do Conselho de Administração há mais de dois anos".
Marta Ferreira da Silva questionou também o facto de o grupo de trabalho criado pelo Governo após o apagão de abril de 2025, para a "substituição urgente" do SIRESP, não ter ainda apresentado conclusões.
Por sua vez, o deputado do Chega Nuno Gabriel avaliou como oportuno ouvir não só a ministra e o secretário de Estado como os autarcas de Leiria e Coimbra, convocando à Assembleia da República "quem está no terreno".
O deputado do PSD Nuno Gonçalves defendeu, porém, que os autarcas "têm que estar no terreno" e questionou o critério para chamar somente os presidentes das câmaras de Leiria e Coimbra.
O deputado do CDS-PP João Almeida sustentou que "não cabe à Assembleia da República escrutinar o trabalho dos autarcas", sendo esta uma prerrogativa das assembleias municipais. E o socialista Pedro Vaz considerou que o requerimento da IL ficou aquém, ao não chamar também o ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz.
O presidente da República considerou já na manhã desta quarta-feira que, por vezes, “há umas tiradas ou afirmações que são mais felizes e outras menos felizes”, o que “irrita as pessoas”. Jornal da Tarde | 4 de fevereiro de 2026As declarações de Marcelo Rebelo de Sousa surgiram depois de a ministra da Administração Interna ter dito desconhecer o que falhou no atraso da disponibilização de meios aos territórios mais afetados pelo mau tempo.
“Quando há um momento de aperto, de aflição, de não saber bem qual é a situação no terreno, as pessoas de repente são apanhadas em perguntas, em questões que não é fácil responder”, declarou o chefe de Estado.
“Portanto, de vez em quando, há umas tiradas ou afirmações que são mais felizes e outras menos felizes”.
Dez pessoas morreram, desde a semana passada, em consequência do agravamento do estado do tempo. A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil registou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados ou intoxicação com origem em gerador.
O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e avançou com um pacote de medidas de apoio dotado de até 2,5 mil milhões de euros.
c/ Lusa
Gulbenkian cria fundo de cinco milhões de euros para apoiar populações afetadas
O Conselho de Administração exprime "a sua solidariedade com todas as pessoas afetadas pela tempestade que assolou o país".
Mais explica que o apoio de emergência e pós-emergência "será articulado" com a Estrutura de Missão para a Reconstrução da região Centro do País e com as entidades locais das áreas envolvidas.
Leiria. Mais de 50 escolas continuam fechadas
A repórter Rita Soares, da Antena 1, acompanhou o regresso, esta manhã, na Escola Básica José Mattoso, nos Marrazes.
Silves alerta população para risco de cheia e corte de estradas a partir das 14h30
A Agência Portuguesa do Ambiente informou a autarquia que vai intensificar as descargas da Barragem do Funcho, pelo que, consequentemente, também a Associação de Regantes e Beneficiários de Silves Lagoa e Portimão vai descarregar a Barragem do Arade.
Mais de 50 equipamentos culturais danificados
Os casos mais problemáticos são:
- Mosteiro da Batalha
- Museu de Conímbriga
- Museu Nacional Machado de Castro – Coimbra
- Convento de Cristo – Tomar
- Palácio Nacional de Mafra
- Mosteiro de Alcobaça
- Museu de Cerâmica + Museu José Malhoa – Caldas da Rainha
Seguradoras já receberam 30 mil solicitações
O presidente da Associação Portuguesa De Seguradores, José Galamba de Oliveira revela que são já mais de 30 mil as solicitações e que as seguradoras estão a trabalhar para simplificar processos e antecipar pagamentos.
"Amor ao Centro". Espetáculo solidário no dia 11 de fevereiro em Lisboa
"Dia 11 de fevereiro queremos que a Casa Capitão seja palco para dar voz e ação às necessidades das populações que precisam da nossa ajuda e a música é e será sempre uma forma de chegar mais perto de todos", indica o comunicado enviado à agência Lusa.
O dinheiro angariado no espetáculo irá reverter na totalidade, para duas associações que "atuam diretamente em zonas carenciadas": a ATLAS, com sede em Coimbra, mas que atua em todo o território, nomeadamente nas cidades de Coimbra, Leiria, Marinha Grande, Pombal, Alcobaça e Batalha, e a Sharing Love - Organização Não Governamental para o Desenvolvimento, que atua em Ourém.
Os bilhetes para o espetáculo "Amor ao Centro", que custam 20 euros, já estão à venda através da plataforma DICE.
Montemor-o-Velho. EN341 com acessos cortados devido ao mau tempo
A Estrada Nacional 341, que começa na Figueira da Foz e termina em Coimbra, tem vários acessos cortados por cheias e inundações. A RTP esteve esta manhã de quarta-feira junto a um desses acessos, em Montemor-o-Velho.
A água proveniente das descargas do Mondego tem alagado estradas e também campos agrícolas.
Mais de cinco dezenas de arquitetos voluntariaram-se em quatro dias para ajudar vítimas do mau tempo
A bolsa de arquitetos voluntários é uma iniciativa da Ordem dos Arquitectos em parceria com a Ordem dos Engenheiros para ajudar os cidadãos afetados na avaliação de danos e na recuperação de edifícios.
Continua aberta a possibilidade de inscrição como voluntário. Há um formulário de inscrição disponível online nas plataformas digitais da Ordem dos Arquitetos para os profissionais que queiram juntar-se a esta bolsa de apoio às vítimas. A Ordem estima que esta iniciativa ainda vá crescer “de forma relevante” nos próximos dias.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transportes, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, além de centenas de feridos e desalojados.
Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.
Vila de Rei com mais de 90% do fornecimento de energia elétrica reposto
Mais de 90% do serviço de fornecimento de energia elétrica foi reposto no concelho de Vila de Rei, no distrito de Castelo Branco, anunciou a Câmara Municipal.
"Apesar dos fortes constrangimentos a nível de comunicações, o número geral do município de Vila de Rei [274 890 010] encontra-se em funcionamento", informou, numa nota publicada nas suas redes sociais, a Câmara de Vila de Rei.
A autarquia referiu ainda que as comunicações via correio eletrónico encontram-se a decorrer sem qualquer constrangimento e que os serviços de Ação Social do Município continuam a realizar o levantamento dos estragos causados pela tempestade.
Este levantamento está a ser realizado na entrada do edifício dos Paços do Concelho, onde os particulares e empresas de Vila de Rei se devem deslocar para efetuar o seu relatório.
"O município encontra-se a aceitar donativos de telhas, telhões e materiais de construção. Os materiais deverão ser entregues junto ao edifício da Junta de Freguesia de Vila de Rei".
Estão também a ser criados pontos de recolha de material lenhoso e entulho, que não podem estar misturados, na Zona Industrial do Souto (depois do lagar), Milreu (junto ao campo de futebol), Silveira (junto ao cemitério) e Zevão (entrada do estradão).
A autarquia sublinhou ainda que o serviço de abastecimento de água está reposto na totalidade e que a qualidade da água nas torneiras está garantida.
"Pode apresentar alguma turvação, mas é totalmente segura para consumo".
Face à queda de árvores e ao perigo que possam continuar a cair devido ao estado do tempo esperado para os próximos dias, os percursos pedestres do concelho de Vila de Rei encontram-se interditos à circulação.
Dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.
Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
Aldeia isolada na Azambuja
O município está colado ao rio Tejo, algo que levanta preocupação também na Linha da Azambuja, que apenas seria afetada se houver um agravamento do estado do tempo.
Ainda assim, a vereadora da Proteção Civil, Ana Coelho, sublinha que nesta altura apenas mais de uma dezena de pessoas estão sem se poder deslocar na aldeia de Porto da Palha.
Situação "muito crítica" em Alcácer do Sal, Santiago do Cacém e Grândola
"Temos aqui um quadro neste momento muito crítico e com tendência para agravar", afirma à Antena 1 o comandante subregional da Proteção Civil do Alentejo Litoral, Tiago Bugio.
Com estes concelhos a levantarem mais preocupações, em Alcácer do Sal foi preciso retirar de casa 57 pessoas, revela Tiago Bugio. Também foi necessário realizar evacuações nos outros dois concelhos. Em Grândola, as evacuações foram estendidas ao norte da vila.
O comandante avisa que o estado de tempo vai piorar em Alcácer, que já foi afetado por inundações nos últimos dias. No caso de Santiago do Cacém, por prevenção foi encerrado o posto de saúde de Abela.
As inundações estendem-se a casas e estradas, com a circulação condicionada no IC1 e nas EN262, 253 e 382.
Conforme a CP adiantou, o Comando Subregional do Alentejo Litoral refere também que a subida do caudal do Rio Sado alagou a linha ferroviária do Sul na zona de Grândola, impedindo a circulação entre Azinheira dos Barros e Grândola.
Bombeiros e fuzileiros asseguram transportes para a Ereira, em Montemor-o-Velho
Em declarações à agência Lusa, fonte do município de Montemor-o-Velho afirmou que este transporte especial vai decorrer "em contínuo, dia e noite".
"O acesso está muito condicionado, com a subida da água. Ainda se passa, mas não estamos a aconselhar as pessoas a fazê-lo e deverá ser encerrado em breve", indicou a fonte.
O transporte de pessoas e mercadorias por meios pesados dos fuzileiros e bombeiros permite vencer os cerca de 600 metros da estrada municipal 601, de e para a Ereira, entre a entrada da povoação e a ponte de Verride sobre o rio Mondego, a sul.
Na localidade da Ereira - uma ilha no Baixo Mondego entre o canal principal do rio e o chamado leito abandonado, residem cerca de 650 pessoas, muitas das quais trabalham na sede de concelho, Montemor-o-Velho, e noutros destinos da região.
Cinco estradas condicionadas em Beja
- Vila Azedo – Neves
- Estrada Municipal EM529 – Vila Galé / Monte da Juliana
- Estrada das Apolinárias
- Estrada do Padrão
- EN 391 – Salvada / Quintos
A autarquia deixa ainda várias recomendações, nomeadamente que a população evite deslocações não essenciais "sobretudo em períodos de chuva intensa". Pede também que não se atravesse "zonas inundadas" ou "vias com lençóis e água".
Pede-se ainda à população que não circule a pé em pontões ou junto a barrancos devido ao risco de queda ou arrastamento e que não estacionar veículos em zonas habitualmente inundáveis nem em locais subterrâneos ou debaixo de árvores, pontes ou estruturas instáveis.
Marcelo e a resposta à tempestade. "Há tiradas mais felizes e outras menos felizes"
O presidente da República continua a visitar as zonas mais afetadas pelas intempéries. Em declarações aos jornalistas, considerou que, em momentos de "aperto", por vezes "não é fácil responder" a algumas questões.
“Portanto, de vez em quando, há umas tiradas ou afirmações que são mais felizes e outras menos felizes”, acrescentou.Questionado sobre se se refere à ministra da Administração Interna, que disse esta semana não saber o que falhou na disponibilização de meios, o presidente respondeu que não se refere “a nada em especial”.
“Isso acontece a toda a gente, a mim próprio também me tem acontecido. De repente chego a um sítio – já me aconteceu da última vez – e tinha uma informação, depois a informação não era correta”, frisou.
“A pessoa, com boa vontade, de boa-fé, precipita-se”, explicou o chefe de Estado. “E, pelo meio, muitas vezes isso não corresponde à realidade. E isso irrita as pessoas”. Jornal da Tarde | 4 de fevereiro de 2026
Novamente confrontado pelos jornalistas com as declarações da ministra Maria Lúcia Amaral, o presidente insistiu que “ainda hoje andamos à procura de explicações de porque é que nuns sítios está a funcionar melhor e noutros pior, porque é que foi mais forte o efeito da catástrofe num município do que noutro”, algo que “num momento inicial” é difícil de determinar.
Marcelo Rebelo de Sousa deu o exemplo de sítios onde painéis solares “voaram um quilómetro” e ao lado “os outros ficaram na mesma”.
“E eu perguntei ‘mas porque é que foi isto?’, e o dono da fábrica dizia ‘eu não percebo’”, relatou.
O presidente disse ainda que seria “muito bom” que as ajudas anunciadas pelo Governo chegassem já na próxima semana. “Estou confiante de que vai acontecer, é uma questão de pôr a plataforma a funcionar”.
Cerca de 99 por cento da população de Ourém deverá ter água ao final da tarde
Em comunicado enviado à agência Lusa, a empresa referiu que "cerca de 80% dos sistemas de abastecimento do concelho estão a operar com energia proveniente de geradores (aproximadamente 25 no total)".
"Devido à sua sensibilidade, estes equipamentos estão sujeitos a paragens e avarias, exigindo vigilância contínua e circuitos de reabastecimento ininterruptos, assegurados por duas equipas em permanência", explicou.
Segundo a Be Water, foi feito o reforço do abastecimento em alguns reservatórios através do transporte de água entre sistemas e "algumas zonas abastecidas com hidropressores estão temporariamente a funcionar em 'bypass'", o que poderá levar a que a pressão de serviço seja inferior ao normal.
Há também a possibilidade de surgirem "pequenas interrupções devido a roturas ou danos na rede de distribuição", mas a empresa referiu que, "para assegurar uma intervenção rápida", está a recolher informações junto do município de Ourém, da Proteção Civil e dos munícipes. "Os trabalhos estão a decorrer para normalizar totalmente o abastecimento o mais rapidamente possível".
Mau tempo. Castelo Branco atribui 5.000 euros a cada freguesia para despesas imediatas
A Câmara de Castelo Branco vai disponibilizar uma verba no valor de cinco mil euros a cada uma das 22 freguesias do concelho para fazer face a despesas imediatas resultantes da passagem da depressão Kristin.
Leopoldo Rodrigues disse ainda que este valor pode vir a ser alterado consoante as necessidades emergentes.
"Constatámos o grande esforço que as juntas de freguesia fizeram na colaboração com o município, no apoio às populações. Desde a manhã pós passagem da depressão Krintin, as juntas de freguesia estiveram sempre presentes nesse apoio", disse.
Segundo o autarca, desta verba, três mil euros destinam-se a fazer face a despesas correntes e dois mil euros para despesas de capital.
Dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.
Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
Mau tempo obriga a evacuação de aldeias e corte de estradas em Grândola
Luís Vital, presidente da Câmara de Grândola, indicou que houve evacuações durante a noite na zona dos Várzea (Olivais/Hortas, junto à ribeira de Grândola) e na zona de Vale Gamito.
A retirada de pessoas junto à Ribeira da Grândola ocorreu "por necessidade", uma vez que a água "subiu muito rapidamente", explica o autarca.
- Estrada Nacional 261-2, Grândola/Melides, que está cortada
- Estrada de Ligação ao Lousal, pelos Faleiros, que está cortada
- Estrada para os Mosqueirões, do Cruzamento da Penha até ao cruzamento da Abela, que está cortada
- No troço do IC1, sentido Norte-Sul, entre o Isaías e a rotunda de acesso ao IC33/IP8, parcialmente submersa, podendo registar-se condicionamentos de trânsito, que está cortada.
DGS pede cuidados com amianto durante limpezas
A autoridade de saúde alerta, numa publicação nas suas redes sociais, que edifícios mais antigos, construídos antes de 2005 podem conter materiais com amianto, como telhas, placas de revestimento ou tubos de ventilação.
"O perigo surge quando estes materiais são danificados, libertando fibras invisíveis que podem ser inaladas" com consequências para a saúde, alerta a Direção-Geral de Saúde.
Apela por isso à população para não mexer em materiais suspeitos de conter amianto. As pessoas devem ser afastadas do local e evitar varrer ou aspirar, ações que podem dispersar fibras no ar.
A remoção e gestão de resíduos com amianto só pode ser realizada por operadores licenciados, alerta a DGS.
Nos casos em que os materiais suspeitos de conter amianto já se encontrem no solo ou sejam considerados resíduos, deve ser contactada a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) ou a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) territorialmente competente.
A DGG salienta que a remoção de telhas ou materiais ainda instalados deve ser realizada por uma empresa certificada, garantindo a reparação de espaços em segurança.
Casal e filho desalojados após casa desabar parcialmente em Ourique
Um casal, com cerca de 70 anos, e o filho, de 40, ficaram hoje desalojados depois de a casa onde viviam ter desabado parcialmente devido ao mau tempo, no concelho de Ourique, distrito de Beja, foi divulgado.
Contactado pela agência Lusa, o comandante dos Bombeiros de Ourique, Mário Batista, referiu à Lusa que a casa, situada no lugar de Foros da Favela, a cerca de oito quilómetros da vila, ficou sem condições de habitabilidade.
A habitação "tem paredes em taipa" e as chuvas intensas podem ter originado "infiltrações de água" na estrutura, que provocaram o desabamento parcial, apontou.
Igualmente contactado pela Lusa, o presidente da Câmara de Ourique, Marcelo Guerreiro, salientou que os três moradores, um casal, com cerca de 70 anos, e o filho, de 40, vão ser realojados temporariamente numa casa do município.
As operações de socorro mobilizaram os Bombeiros de Ourique e o Serviço Municipal de Proteção Civil.
Ainda havia 93 mil clientes da E-Redes sem energia pelas 8h00
Num balanço feito às 8h00, a empresa indicou que "estão por alimentar 93 mil clientes, sendo que, nas zonas mais críticas, as avarias decorrentes da depressão Kristin totalizam 87 mil clientes".
Leiria é o distrito mais afetado, com mais com 63 mil clientes sem energia, seguido de Santarém, com 15 mil clientes, Castelo Branco com seis mil, e Coimbra com três mil, segundo a E-Redes.
No anterior balanço realizado pela empresa, na terça-feira à noite, o número de clientes afetados era de 103 mil.
Porto com três estradas restritas
- Em Guidões, Trofa, a Rua 25 de abril está condicionada após um desmoronamento.
- Em Zebreiros, Gondomar, a Rua Beira Rio teve uma inundação do Rio Douro.
- Em Paço de Sousa, Penafiel, a Rua dos Curros registou uma inundação do Rio Sousa.
Alcácer do Sal. Nível de cheia "já ultrapassou 1,20 metros"
Tiago Bugio disse à agência Lusa que a situação se poderá agravar ainda mais.
"O nível de cheia já ultrapassou 1,20 metros e prevê-se um agravamento das condições meteorológicas, a continuação da precipitação e do vento", afirmou.
Por esta altura, "as barragens continuam a descarregar" e a situação já se agravou nas últimas horas.
"Tivemos a maré cheia por volta das 5h00 e a próxima será às 18h00", relatou. Tiago Bugio indicou que "a avenida está inundada e ruas adjacentes e diversas ruas estão cortadas ao trânsito".
O comandante sub-regional destacou ainda que também a EN253, que faz a ligação entre Alcácer do Sal e Montemor-o-Novo, encontra-se fechada à circulação rodoviária.
E tal como nos últimos dias, os acessos às localidades de Santa Catarina, São Romão, Arez e Casebres estão cortados ao trânsito.
Estas povoações mantêm no entanto ligações a municípios vizinhos. Vale do Guizo, cujo acesso também está cortado, "está isolado".
Maioria das escolas do concelho de Leiria reabriu hoje
A maioria das escolas do concelho de Leiria reabriu hoje, uma semana após a depressão Kristin ter atingido gravemente o município, anunciou a Câmara.
"Algumas escolas vão permanecer encerradas, devido aos danos provocados pelo mau tempo, nomeadamente quedas de árvores, cortes de energia e infiltrações, situações que exigem a verificação e garantia de todas as condições de segurança", adiantou a autarquia, referindo que a avaliação para novas reaberturas vai ser feita diariamente.
No caso dos estabelecimentos que não reúnem ainda condições para reabrir, a Câmara assegurou que "continua a trabalhar em articulação com a comunidade educativa para que todos os alunos regressem às aulas em segurança o mais rapidamente possível".
A Câmara de Leiria gere 145 edifícios escolares, com cerca de 15 mil alunos.
Dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.
Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
Circulação suspensa na Linha ferroviária do Sul em Grândola
De acordo com a empresa, mantinham-se às 9h00 a suspensão na Linha do Douro, entre Régua e Pocinho, e na Linha do Oeste.
Capitania do Douro prevê maior subida do caudal do rio
Proteção Civil registou 121 ocorrências entre as 00h00 e as 7h00
Em declarações à agência Lusa, Rui Oliveira, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), disse que apesar da chuva forte que caiu de noite, não houve registo de ocorrências graves durante a noite.
"Entre as 00h00 e as 7h00 de hoje foram registadas 121 ocorrências, a maioria (33) na sub-região de Lisboa e na Península de Setúbal com 26. As restantes ocorrências estão distribuídas por outras regiões do país", disse.
Quanto à situação do nível das águas, Rui Oliveira disse que não há alterações significativas relativamente a terça-feira, mantendo-se as autoridades a monitorizar a situação, continuando vigilantes para um possível agravamento.
Clube náutico de Esposende atingido pelas cheias: "Era previsível"
Apesar de atingido pela água, o presidente da Câmara de Esposende, Carlos Martins da Silva, diz que é algo habitual nas instalações do clube.
Força Aérea reforça dispositivo no apoio às populações
A Força Aérea indica que duplicou o dispositivo de alerta face ao habitual. "Encontram-se empenhados dois helicópteros AW119 Koala, um dedicado à monitorização das zonas mais afetadas, em apoio à E-Redes e ao Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, e outro vocacionado para a vigilância e deteção de cheias", lê-se no comunicado.
"Em coordenação com a Marinha Portuguesa, uma tripulação da Esquadra 552 da Força Aérea, acompanhada por Fuzileiros, realizou hoje um sobrevoo de reconhecimento visual na zona envolvente ao Rio Vouga, entre a Ria de Aveiro e a barragem de Ermida", uma missão que "permitiu recolher informação crítica sobre áreas densamente afetadas por cheias e em situação de perigo".
Na Base Aérea N.º 5 (BA5), em Monte Real, Leiria, "continuam a ser distribuídas refeições e é dada a possibilidade de banhos quentes e carregamento de telemóveis, além de outros apoios solicitados pelos cidadãos", adianta ainda a Força Aérea.
A Força Aérea destaca ainda que "mantém o apoio na cedência e aplicação de lonas" e "disponibilização de geradores e na remoção de destroços das vias públicas".
"Paralelamente, o Centro de Operações Espaciais da Força Aérea intensificou a recolha e análise de informação espacial, que complementada com as imagens recolhidas pelas aeronaves, apoiam as operações de resposta imediata e as ações de recuperação após os efeitos da depressão Kristin", conclui o comunicado.
Mau tempo. Plataforma com apoios até dez mil euros disponível na quinta-feira, valor pode ser pago em duas semanas
Em entrevista à Antena 1, o coordenador da estrutura de missão para a reconstrução da região centro do país, Paulo Fernandes, indica que têm sido feitos "muitos contactos" com empresas de construção para colocar no terreno "mais mão de obra e equipamento".
“As pessoas, a partir de amanhã, podem começar a preencher a plataforma. Estamos a trabalhar com os municípios e juntas de freguesia para termos resposta para ajudar no preenchimento da plataforma”, afirma à Antena 1 Paulo Fernandes, garantindo que “são apoios hiper simplificados em que as pessoas só precisam de fazer uma descrição muito sucinta dos seus problemas e aguardar pelo valor que numa ou duas semanas poderá estar disponível”. O antigo autarca do Fundão, nomeado pelo Governo, está a trabalhar há 24 horas e, nas primeiras horas, já esteve reunido com várias comunidades intermunicipais.
Paulo Fernandes explica à Antena 1 que têm sido feitos “muitos contatos a nível nacional para que seja reforçado através de empresas, fábricas de telhas, fornecedores de materiais como lonas e de primeira necessidade e já conseguimos que possam ser canalizados recursos para os centros logísticos criados pelas autarquias”. O coordenador da estrutura de missão para a reconstrução da região centro indica ainda que estão a ser criadas equipas para ajudar a população “vulnerável” na colocação de telhas ou lonas com “equipamento” adequado.
As equipas vão ser integradas “por elementos das grandes empresas de construção do país para que eles possam pôr mais mão de obra no território”. “Estamos a fazê-lo o contrarrelógio”, assegura Paulo Fernandes.
Água reposta em Ferreira do Zêzere, mas concelho sofre roubos nos geradores
"Já temos metade do concelho com energia", sublinha à Antena 1 o autarca Bruno Gomes, apontando que a recuperação em cada localidade é uma "conquista" mesmo que "continuem a roubar os cabos do gerador ou o gasóleo como aconteceu ainda esta noite". No entanto, entre as prioridades, refere que é precisa mão-de-obra especializada e maquinaria para apoiar a reconstrução de telhados, assim como materiais como telhas e lonas.
Todos os distritos sob aviso amarelo por causa da chuva
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) informou na terça-feira em comunicado que as ondulações frontais associadas à depressão Leonardo irão afetar o estado do tempo em Portugal continental até sábado.
A precipitação será persistente e por vezes forte e poderá haver também queda de neve nas terras altas do Norte e Centro.
O IPMA alertou ainda para vento forte e agitação marítima forte.
Chuva desta noite provocou inundações em zonas residenciais
A água está próxima de um supermercado, mas atingiu principalmente as caves de aglomerados habitacionais. "Nas caves arrisco a dizer que temos cerca de 80 centímetros a um metro de água dentro", afirma à Antena 1 o presidente da Câmara, Luís Vital Alexandre.
Além do centro, foi preciso retirar pessoas que vivem junto à ribeira de Grândola. Luís Vital Alexandre explica também que há duas aldeias com problemas: Melides tem o acesso condicionado no abastecimento de água e Lousal tem a estrada de acesso cortada.
Forças Armadas colocam 42 botes em zonas de risco severo de cheias
As Forças Armadas anunciaram que posicionaram 42 botes e respetivas equipas, para "mitigar o impacto das tempestades às populações", devido à previsão de agravamento do estado do tempo.
Em comunicado, o gabinete do chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA) sublinhou o posicionamento na terça-feira de 42 botes e respetivas equipas "nas zonas de Coimbra, Tancos e Águeda".
Desde 28 de janeiro, estiveram em apoio direto às populações 4.117 militares, com 478 viaturas e 46 máquinas de engenharia.
Entre o apoio dado estão 23 ações de desobstrução e limpeza de vias rodoviárias, estando ainda seis em curso, ou 361 pessoas apoiadas com alojamento e alimentação e 80 sacos-cama disponibilizados.
As Forças Armadas forneceram ainda 28 geradores e 23 equipamentos Starlink, para reforço/disponibilidade de comunicações de emergência.
Disponibilizaram também equipas para cortes de árvores, com 20 equipas de limpeza, das quais 12 com motosserras
"Existe ainda a disponibilidade de 1860 camas em 15 unidades militares, e capacidade para fornecimento de alimentação em diferentes Unidades das Forças Armadas", pode ler-se.
Segundo o EMGFA, estão sete pedidos de apoio da ANEPC em preparação, que incluem desobstrução de vias, produção de energia, operações anfíbias (busca e salvamento), transporte de pessoas, bombagem de água, remoção/reboque de veículos ou alojamento e alimentação.
As Forças Armadas têm ainda disponível seis helicópteros, uma aeronave de transporte C-130 da Força Aérea e uma aeronave de reconhecimento de asa fixa P3C, também da Força Aérea, para este apoio específico.
"As Forças Armadas reafirmam o seu compromisso permanente com proteção e o bem-estar dos cidadãos", sublinharam ainda na nota de imprensa.
Dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.
Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade até domingo para 69 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
Depressão Leonardo. Meteorologia prevê cinco dias de chuva forte e persistente
- Os efeitos da depressão Leonardo já estão a fazer-se sentir no sul do país. A norte, o período mais complicado deverá ocorrer na próxima noite e durante a manhã de quinta-feira. Há previsão de chuva forte e persistente durante cinco dias;
- A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil está em estado de prontidão máximo por causa da depressão Leonardo. Mantêm-se pré-posicionados os meios nas zonas que poderão ser mais atingidas, como é o caso do Douro, Vouga, Tejo e do Rio Sorraia;
- Esta quarta-feira são quatro os distritos de Portugal continental sob aviso laranja por causa agitação maritima - Beja, Lisboa, Setúbal e Faro. As ondas podem atingir os 12 metros. Estes avisos passam a amarelo entre as 15h00 e as 18h00;
- O Instituto Português do Mar e da Atmosfera colocou ainda os distritos de Beja, Évora, Faro, Lisboa, Portalegre, Sanatarém e Setúbal com aviso amarelo também por causa da chuva. A meio da tarde juntam-se a esta lista mais sete distritos;
- Há também aviso amarelo por causa do vento, que pode chegar aos 90 quilometros por hora;
- A partir das 12h00, o grupo ocidental dos Açores estará a vermelho por causa da agitação maritima;
- A Proteção Civil registou, na terça-feira, 833 ocorrências por causa do mau tempo, a maioria relacionda com queda de árvores e estruturas, inundações, limpeza de vias e deslizamentos de terras. A Região Centro e Lisboa e Vale do Tejo foram as mais afetadas;
- Desde o dia 27 de janeiro, foram registadas mais de 14 mil ocorrências. Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos onde houve mais mais estragos;
- Há várias estradas cortadas por causa do mau tempo. Em Alcácer do Sal, a Avenida Marginal foi encerrada durante a noite - a autarquia vai disponibilizar transporte gratuito de Santa Catarina para Álcacer;
- Há ainda condicionamentos em várias estradas da região do Ribatejo. A estrada do Paul, que faz a ligação entre Marinhais e Foros de Salvaterra, no concelho de Salvaterra de Magos, está submersa. No concelho da Golegã, a estrada dos Lázaros também está inundada. Na Estrada Nacional 365, entre Pombalinho e Vale de Figueira, o cenário é o mesmo. A aldeia de Reguengo do Alviela está isolada;
- De acordo com a CP, já foi retomada a circulação dos comboios urbanos de Coimbra. Mas contnua suspensa na Linha do Douro, entre Régua e Pocinho, e na Linha do Oeste;
- Uma semana depois, ainda há 116 mil clientes da E-Redes sem electricidade. A zona mais afetada continua a ser Leiria, onde 83 mil casas continuam privadas de luz. Em Santarém são 19 mil e em Castelo Branco oito mil. Em Coimbra, há ainda cerca de mil clientes nesta situação;
- O presidente da República apela à população para que esteja prevenida. Na terça-feira, em visita ao comando da Proteção Civil, em Ourém, frisou que a prioridade agora é reparar as casas que ficaram danificadas e restabelcer a energia elétrica;
- O primeiro-ministro alerta para o agravamento do estado do tempo, previsto para os próximos dias, e sublinha que o risco de cheias é real. Na terça-feira, reuniu-se com o presidente da República e na quinta-feira haverá nova reunião;
- O presidente da Confederação Empresarial de Portugal quer que as medidas anunciadas pelo Governo sejam aplicadas rapidamente. Em entrevista à RTP, Armindo Monteiro pediu agilidade nos processos.
"País mais preparado". Autoridades pedem tranquilidade para próximos dias
As autoridades consideram que o país está preparado para enfrentar as duas intempéries que vão atingir Portugal até domingo.
A ministra do Ambiente anunciou a construção da Barragem de Girabolhos, suspensa há 10 anos, para que as cheias no Mondego não continuem a ser uma preocupação constante.
Sete dias depois da tempestade. Mais de 90 mil consumidores continuam sem luz
Uma semana depois da tempestade, o número de clientes da EDP sem eletricidade ascende a mais de 100 mil.
Quase não há geradores à venda e os preços dos que existem duplicaram.
Cerca de 90% das empresas da Marinha Grande reportaram danos
A Associação Industrial da Marinha Grande revelou que 90% das empresas da região reportaram danos causados pela tempestade Kristin.
Estragos em Pombal. Muitos emigrantes regressaram para reparar casas
Muitos emigrantes regressaram a Portugal depois de saberem que as casas ficaram danificadas pela tempestade.
Ministro da Agricultura anuncia apoio de 40 milhões de euros a fundo perdido
O ministro da Agricultura anunciou um novo apoio de 40 milhões de euros a fundo perdido para os agricultores.
Seis distritos com aviso laranja para queda de neve
Um forte nevão caiu hoje a Norte. Há avisos laranja para seis distritos por causa da queda de neve acima dos 800 metros e vários escolas estiveram encerradas.
Entre voltas. Pedrógão Grande volta a sofrer com a tempestade
Quase nove anos depois dos incêndios, a tempestade Kristin voltou a abrir uma ferida em Pedrógão Grande.
Marcelo considera que explicação do Governo às populações "não correu bem"
O presidente da República fez reparos à forma como o Governo comunicou com a população no decurso dos temporais.
Foto: Miguel A. Lopes - Lusa
Ainda assim, o presidente da República entende que a resposta foi melhor que a dada há oito anos, nos incêndios que vitimaram mais de uma centena de pessoas.